Revista Êxito na Educação

Indígenas produzem livros digitais

Dezesseis jovens indígenas de 08 comunidades do Nordeste se reuniram para aprender a criar e gerir seus próprios negócios criativos. O primeiro empreendimento já escolhido no coletivo é a realização de uma coleção de livros digitais sobre e feito pelos próprios indígenas. 02 (dois) e-books serão lançados em quatro línguas e estarão disponíveis à venda nas principais lojas do comércio eletrônico editorial.

O encontro ocorreu entre os dias 11 e 15 de abril, na sede da ONG Thydêwá, em Olivença, Ilhéus-BA, e faz parte do projeto “Livros Digitais Indígenas”, de autoria da Thydêwá, com o apoio do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural (IFCD) da Convenção de 2005 sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da UNESCO.

Green Talents Competition recebe inscrições até dia 16

Estão abertas, até 16 de junho, as inscrições para o concurso Green Talents – International Forum for High Potentials in Sustainable Development, promovido pelo Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF).

O concurso tem como objetivo promover o intercâmbio internacional de ideias relativas a soluções ecológicas. Jovens cientistas do mundo todo podem participar inscrevendo sua pesquisa na área de inovação e sustentabilidade.

Olimpíada de Astronomia faz sucesso em site de apoio coletivo

João Garcia Canalle, professor da UERJ e astrônomo responsável pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), conseguiu arrecadar fundos para a compra de um planetário  digital por meio de um site de apoio coletivo na internet. O aparelho custa R$50.000.

O intuito da instituição é utilizar o planetário digital para difundir as ciências astronômicas entre alunos e professores em todo o Brasil.

UNE lança cartilha "Educação Não é Mercadoria"

A União Nacional dos Estudantes lançou no começo do mês de março a cartilha “Educação não é mercadoria”. O objetivo da publicação é denunciar os abusos que os chamados “tubarões do ensino”, os empresário da educação, cometem rotineiramente. Os problemas no ensino superior privado vão da questão pedagógica à falta de infraestrutura e abuso no aumento das mensalidades.

Para combater o poder do dinheiro sobre a educação, a cartilha da UNE traz uma série de orientações e instrumentos para os estudantes lutarem por seus direitos.

Acesse a cartilha aqui: http://issuu.com/imprensaune/docs/cartilha_educacao_nao_e_mercadoria

A combatividade do movimento estudantil tem gerado amplo debate na sociedade para que a educação deixe de ser tratada como mera mercadoria. A União Nacional dos Estudantes tem acompanhado de perto a luta dos estudantes das Universidades Gama Filho e UniverCidade, no Rio de Janeiro, instituições descredenciadas pelo Ministério da Educação (MEC). Hoje, os estudantes se mobilizaram para exigir a criação de uma nova Universidade Federal: a Universidade Federal de Ciências Aplicadas do Rio de Janeiro (UFCARJ), com o Cefet-RJ incorporando o corpo discente e temporariamente os professores e funcionários das instituições descredenciadas.

Da Libras ao português

Novos materiais bilíngues prometem ampliar as possibilidades de comunicação entre pessoas surdas e ouvintes

Por Camila Ploennes


É a última aula de terça-feira para o 2º ano A da Escola Estadual Dom João Maria Ogno, na Vila Esperança, zona leste de São Paulo. O professor de geografia Paulo Afonso Del Pino escreve na lousa um resumo sobre as máfias japonesa, russa, italiana, até que a lousa acabe e ele apague tudo para, em seguida, escrever mais.

Os alunos participam desse ciclo de cópia, cada um a seu modo - uns conversam ou jogam bolinhas de papel no lixo, outros checam o celular ou simplesmente reproduzem no caderno as frases do quadro-negro.

No meio de uma sentença, Pamela de Souza Alexandre, de 18 anos, para de copiar, franze a testa e aponta em suas anotações a palavra "gangue" para o professor Rafael Dias Silva, que explica, com as mãos, que aquele conjunto de letras descende da língua inglesa, é sinônimo de "quadrilha" e significa um grupo organizado de malfeitores.

Pesquisa expõe problemas na formação de leitores

O Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) possibilitou que as instituições de educação infantil públicas no país passassem a contar, nos últimos 17 anos, com um acervo de livros com quantidade e qualidade suficientes para a realização de atividades voltadas a contribuir para a formação de leitores.

As coleções de livros do programa, instituído pelo Ministério da Educação (MEC) em 1997, não contemplam, no entanto, as especificidades pedagógicas da primeira infância – de 0 a 3 anos. E os docentes e responsáveis pelas bibliotecas de creches e berçários públicos não estão preparados para desenvolver atividades de formação de leitores com as crianças nessa faixa etária.

As conclusões são da pesquisa “Literatura e primeira infância: dois municípios em cena e o PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola) na formação de crianças leitoras”, realizada no Departamento de Didática da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Marília, e no Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp de Presidente Prudente, com apoio da FAPESP, no âmbito de um acordo de cooperação com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV).

Alguns resultados do estudo foram apresentados no dia 13 de março durante o I Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil, realizado na FAPESP.

“Constatamos que a quantidade e a qualidade das coleções de livros do PNBE são muito boas, mas estão mais voltadas para crianças maiores, a partir de 3 anos”, disse Cyntia Graziella Guizelim Simões Girotto, professora do curso de Pedagogia da Unesp de Marília e coordenadora do projeto, durante sua palestra no evento.

“Também há um despreparo dos professores e cuidadores e de toda a equipe das escolas para trabalhar com essas crianças pequenas não só em atividades relacionadas à formação de leitor, mas também para compreender as potencialidades das crianças”, afirmou Girotto.