Revista Êxito na Educação

Professora com síndrome de Down lança livro no RN

Débora de Araújo Seabra de Moura, 32, primeira professora com síndrome de Down (foto: acervo pessoal)Aos 32 anos, a professora potiguar Débora de Araújo Seabra de Moura é a primeira professora com síndrome de Down no Brasil, segundo a Associação Síndrome de Down do Rio Grande do Norte. Ela é professora auxiliar de desenvolvimento infantil há nove anos e acaba de publicar o livro "Débora conta histórias", da editora Alfaguara.

"Sempre gostei de ler, escrever, estudar, por isso escolhi ser professora. A leitura faz o aluno desenvolver muito a memória. Por mais que tenhamos dificuldades, não podemos desistir dos nossos sonhos", disse Débora, que fez curso de atriz para melhorar a deficiência que tem na dicção e poder se desempenhar mais como professora dos alunos do 1º ano do ensino fundamental da Escola Doméstica. Ao concluir o magistério, Débora estagiou na Universidade Estadual de Campinas.

Em 32 páginas, Débora conta histórias de superação de dificuldades e de preconceito relatadas a partir da personagem Sandra – nome da sua primeira professora e amiga até hoje (Sandra Nicolussi) – que mora em uma fazenda e tem contato direto com animais. A apresentação do livro, que foi lançado no dia 5/9/14, em Natal, é do escritor e membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) João Ubaldo Ribeiro.

Capa do Livro
Foto: Divulgação
Capa do livro "Débora conta histórias"

Meditação transforma as mais violentas escolas de São Francisco (Califórnia, EUA)

por David L. Kirp


Barry Zito, David Lynch, Russell Brand meditam com estudantes durante o "Quiet Time" no Colégio Burton High. Foto: Lea Suzuki, The Chronicle    

À primeira vista, o Quiet Time - uma estratégia de redução de estresse usada em várias escolas do ensino fundamental e médio de São Francisco, bem como em escolas espalhadas em torno da Baía de São Francisco, no norte da Califórnia - parece cena dos anos sessenta com todos cantando OM. Duas vezes ao dia o gongo soa na sala de aula e adolescentes barulhentos, que normalmente não ficam sentados por mais que 10 segundos, fecham os olhos e tentam esvaziar suas mentes. Eu tenho passado um tempo enorme em escolas urbanas e nunca havia visto coisa parecida.

Esta prática - meditação rebatizada - merece séria atenção dos pais e formuladores de políticas. Um impressionante conjunto de estudos mostra que a integração da meditação no dia a dia de uma escola pode melhorar significativamente a vida dos estudantes. Se Richard Carranza, o Superintendente das escolas de São Francisco, encontrou o seu modo, o Quiet Time bem que poderia se espalhar por toda a cidade.  

Escola na árvore para ensinar ciências

por Carolina Lenoir

Como já dizia a poetisa russa Marina Tsvetaeva, ainda na primeira metade do século 20, em vez de explicar algo a uma criança, experimente maravilhá-la. No universo infantil, o lúdico ajuda a traçar o caminho do encantamento ao aprendizado e seu papel no ensino tem sido lapidado entre o combo tradicional sala-quadro-carteira e as inovações digitais. Escolas que apostam em experiências integrais ou parciais ao ar livre revelam, porém, que as ferramentas podem estar mesmo é da porta para fora.

Na IslandWood, localizada na ilha de Bainbridge, perto de Seattle, nos Estados Unidos, 255 hectares de natureza fazem as vezes de salas de aula, a fim de oferecer a estudantes da região, por meio de projetos extraclasse, a integração entre ciência, tecnologia e artes. Aqui no Brasil, a 4 Elementos Sítio Escola, de Contagem, Minas Gerais, não fica em um cenário de cartão postal como a instituição norte-americana, mas tem um desafio ainda maior por funcionar integralmente como um colégio nos moldes, como o próprio nome sugere, de uma mini-fazenda.

Instituição educa crianças para a felicidade

por Vagner de Alencar

Um parquinho em torno de um extenso bosque, horta e composteira, centro comunitário, refeitório e até mesmo um templo. As refeições têm cardápio vegetariano e a comunidade é convidada para participar ativamente do processo de aprendizado de seus filhos. Baseada nos eixos dos ensinamentos budistas e da cultura de paz, a escola de educação Caminho do Meio, no município de Viamão, próximo a Porto Alegre (RS), oferece educação comunitária sem fins econômicos para estudantes a partir de um ano de idade. Com uma estrutura curricular chamada de “pedagogia das cinco sabedorias”, os alunos estudam a partir de práticas de uma educação para a felicidade, onde aprendem a conviver com equilíbrio, respeito e amor.

A escola conta com 40 alunos de primeira infância – e atualmente está em expansão para atender também a estudantes do primeiro, segundo e terceiro ano do ensino fundamental – funciona por meio de doações de todo o país. Sua grade segue os parâmetros curriculares estabelecidos pelo MEC, integrada à educação budista. “Ela foi pensada como um espaço de desenvolvimento humano, que possibilite os meios hábeis para desenvolver crianças, famílias, educadores e comunidade em geral, auxiliando-os na busca pela felicidade”, afirma o fundador da instituição e mestre budista, Lama Padma Samten.

Escolarização, mesmo se pouca e tardia, atua como antídoto contra Alzheimer

Mesmo com a doença, pessoas que estudam formam mais conexões entre os neurônios e são menos propensas a apresentar sintomas como perda de memória, típicos da demência

por Maria Fernanda Ziegler

Especialista afirma que ao estudar são formados novas conexões entre os neurônios, aumentando a possibilidade de contornar lesões cerebrais

A máxima de que a educação é uma questão de saúde pública ganhou recentemente uma carga ainda maior. Pesquisadores brasileiros provaram que doenças devastadoras como Alzheimer e outras demências ligadas ao envelhecimento podem ser contornadas com o acesso à educação. Eles observaram que pessoas com maior grau de escolaridade tinham menor risco de desenvolver sintomas clínicos, como a perda da memória, resultantes de lesões cerebrais.

No estudo, realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, foram analisados 675 cérebros de indivíduos que tinham mais de 50 anos. Paralelamente à análise, foram feitas entrevistas com parentes próximos destas pessoas. “Surpreendentemente, notamos que alguns indivíduos que tinham o cérebro tomado por lesões, o que levava a crer que se tratava de alguém doente, não apresentavam sintoma clínico nenhum de demência”, disse o geriatra e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP, José Marcelo Farfel, que liderou o estudo.

Rio de Janeiro brilha em Ciências Espaciais

A XVI Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) contou com a participação de 30.429 estudantes do Rio de Janeiro. Desse número, 259 levaram medalhas de ouro. Somando todas as medalhas, o estado chegou a 1.182 medalhas nos quatro níveis da olimpíada.

Ao todo, a OBA reuniu um pouco mais de 775 mil alunos distribuídos por quase 9 mil escolas de todas as regiões do país. A olimpíada contou ainda com o auxílio de mais de 62 mil professores.

Os estudantes do Rio de Janeiro também participaram da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) e obtiveram 11 medalhas de ouro, 41 de prata e 138 de bronze. Promovida pela OBA, a iniciativa avalia a capacidade dos jovens de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet ou de canudo de refrigerante.

Ambos os eventos foram voltados para estudantes dos ensinos fundamental e médio das redes pública e privada. Eles acontecem dentro da própria escola e são divididos em quatro níveis.