Revista Êxito na Educação

Symposium on Excellence in Higher Education

A FAPESP e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) promovem, nos dias 23 e 24 de janeiro, o Symposium on Excellence in Higher Education, na sede da FAPESP, em São Paulo.

O simpósio vai reunir especialistas e líderes da área da educação superior, que analisarão os principais elementos que caracterizam as melhores universidades de pesquisa do mundo.

Alimentação saudável é tema do jogo educativo

Com o intuito de conscientizar as crianças sobre a importância de se ter uma alimentação saudável, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveu o jogo educativo digital “Coma Bem 2”.

Produzido pelo Portal Ludo Educa Jogos, a iniciativa é resultado de uma parceria entre o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN) e o Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiados pela FAPESP.

O projeto é coordenado pelos professores Elson Longo e Thiago Jabur Bittar. Segundo Longo, “a interatividade digital motiva os jogadores, sendo uma maneira de demonstrar de forma divertida e lúdica os benefícios da boa alimentação”. “A utilização de recursos computacionais integrando diferentes áreas do conhecimento tem tido excelentes resultados, atraindo a atenção das pessoas de maneira muito positiva”, afirmou Bittar.

Estudantes querem falar e ser escutados

por Alexandre Sayad*

Uma pergunta raríssima foi feita pelo Centro Ruth Cardoso para estudantes durante a primeira edição do Festival Educação: o que você faria pela melhora do ensino e da sua escola?

As mais de 400 ideias analisadas por uma comissão levaram a uma relevante conclusão: nas 9 escolas participantes, programas ligados à expressão do aluno (artes ou comunicação) predominaram. Junto com essas, estão aquelas ligadas ao esporte, leitura, escolha de profissão e melhora de estrutura física da escola.

Não foram as mais originais, pois apareceram aos montes, mas denotaram uma questão comum: a escola parece ainda fechar ouvidos e canais de expressão aos seus estudantes. Não sem motivo, essas ideias recorrentes foram chamadas de “gritos” pela organização do Festival e tiveram atenção especial.

O “ecossistema de comunicação” de uma instituição, que é como o educador Jesus Martin-Barbero costuma definir o fluxo de comunicação e poder, ainda é domínio de adultos na escola. Professores reclamam historicamente da remuneração, funcionários clamam por melhoras na estrutura de trabalho e os diretores são freqüentemente questionados sobre sua capacidade de gestão. Mas e o estudante? O que ele pensa sobre isso? Com que escola ele sonha?

Projeto de literatura itinerante para populações ribeirinhas é premiado

por Redação do Instituto Peabiru

Um projeto para estimular políticas públicas socioculturais para as populações ribeirinhas da Amazônia é um dos vencedores dos Prêmios Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente 2013. A cerimônia de entrega aconteceu no último dia 22, na cidade de Boa Vista, em Roraima.

O “Festival Flutuante de Leitura e Literatura Ribeirinha da Amazônia”, do Instituto Peabiru, foi agraciado em primeiro lugar na categoria social da premiação, instituída pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Banco da Amazônia, com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae).

De acordo com João Meirelles, diretor do Instituto Peabiru, o “Literoflutuante” apresenta-se como iniciativa de pesquisa-ação, com o objetivo geral de estimular o interesse e a paixão pela literatura e o hábito da leitura, como forma de autodeterminação de comunidades ribeirinhas. “Isso porque entendemos literatura também como um caminho de transformação social”, reflete. “A premiação contribui para a mobilização de recursos que permitam a realização do projeto”, destaca.

Movimento do “Faça Você Mesmo” chega à escola

por Patrícia Gomes, do Porvir

Rodrigo Benoliel, 13, acha que quer ser engenheiro. Se assim for, quando prestar vestibular, daqui a quatro anos, ou entrar no mercado de trabalho, em quase uma década, já vai ter um portfólio recheado: robôs, modelos, circuitos e até uma maquete de casa sustentável premiada, com direito a sistemas de reaproveitamento de água e painéis solares. Seu amigo, Mário Grünbaum, 14, compartilha da experiência com as pequenas e grandes invenções e da dúvida – acha que pode fazer engenharia, se não decidir por medicina. Os garotos têm participado de aulas e oficinas de robótica desde o ano passado na escola onde estudam, o Liessin, no Rio de Janeiro.

Lá, quarta-feira é sagrado, é dia de laboratório. Dessas bancadas equipadas com furadeira, torno, fresa, peças automatizáveis de Lego e, em breve, uma impressora 3D, já saíram óculos para natação com dados sobre a performance do atleta, bengalas eletrônicas de baixo custo para cegos e todo o tipo de produto que os alunos resolvem criar a partir de seus próprios interesses. Quem comanda toda essa parafernalha – no bom sentido, claro – é Charles Lima, um típico Professor Pardal, que estudou ciência da computação e era responsável pelo laboratório de informática até entender que o futuro não estava ali. Fez o curso de engenharia mecânica e coordena, desde 2004, as aulas de robótica do colégio. “A escola virou um celeiro de ideias”, comemora ele, que tem visto os efeitos dos momentos de experimentação irem para muito além do laboratório.

Educação para combater a desigualdade

Agência Fapesp – Qual a melhor estratégia para enfrentar a desigualdade social, uma das grandes barreiras para a sustentabilidade global? Cientistas reunidos no 6º Fórum Mundial de Ciência (FMC), que ocorreu no Rio de Janeiro dia 27/11/2013 sob o tema “Ciência para o desenvolvimento sustentável”, concordam que um dos caminhos é por meio da redução das iniquidades em áreas como saúde e educação.

“Precisamos compartilhar o conhecimento científico”, defendeu o geneticista inglês John Burn, professor de genética clínica na Newcastle University, no Reino Unido, e um dos colaboradores do consórcio do Projeto Varioma Humano, iniciativa global criada em 2006, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que visa à redução de doenças de origem genética por meio do compartilhamento de dados sobre alterações genômicas.

“O sequenciamento do genoma humano nos permitiu dar respostas. Conhecemos inteiramente o DNA do homem, mas isso não é a solução. É preciso saber como interpretá-lo. Todos nós carregamos uma mutação genética, mas o importante é saber quantas variações podem levar a doenças. Se todos compartilharem essa informação, podemos reduzir em muito o risco de doenças”, afirmou o cientista, que em 2009 foi condecorado com o título de Sir pelos serviços prestados à Medicina.