Revista Êxito na Educação

Estrutura escolar provoca adoecimento de professores, aponta pesquisa da Faculdade de Educação da USP

Igor Truz / Agência USP de Notícias


As escolas de educação básica, sejam públicas ou privadas, enfrentam desde sempre uma série de problemas para garantir sua efetividade, e mais do que isso, sua própria existência. Uma das dificuldades mais recentes, e de difícil solução, tem sido o problema do adoecimento e da deserção dos professores da escola pública brasileira. Para o historiador Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, tal fenômeno acontece em função do cotidiano escolar ser insuportável para a maioria dos profissionais da educação.

Em sua dissertação de mestrado, O abolicionismo escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos professores, desenvolvida na Faculdade de Educação, e orientada pelo professor Julio Roberto Groppa Aquino, o historiador procura fugir do lugar comum, e apresenta uma reflexão alternativa sobre a problemática relação dos professores com a escola: o abolicionismo escolar.

A questão do afastamento de professores da atividade profissional é tema frequente de pesquisas, principalmente no campo da saúde, que procuram encontrar causas e soluções para este problema. Por este motivo, Camargo analisou, ao longo de quatro anos, mais de 60 trabalhos acadêmicos que tinham como tema o adoecimento dos professores.

Ativista de 14 anos se destaca com ações ambientais em Avaré-SP

Gabrielle Brandão já tem um instituto ambiental que leva o seu nome.
Adolescente vai receber um prêmio da ONU na França.

EDUARDO RIBEIRO JR. Do G1 Itapetininga e Região


 Uma adolescente vem se destacando na mídia nacional e o motivo não poderia ser mais nobre. Com apenas 14 anos, Gabrielle Brandão já tem um instituto que leva o seu próprio nome, Instituto Ambiental Gabrielle Brandão (IAGB), que divulga a sustentabilidade e assuntos ligados ao meio ambiente.

 O instituto foi criado por ela e seus pais, em 2009, e promove palestras, eventos de conscientização ambiental e peça teatral para educação de crianças. A jovem ainda escreve artigos para jornais e sites de notícias sobre o assunto.

 Gabrielle conta que começou de forma espontânea a defender a natureza, no entanto, o assunto acabou envolvendo toda a família. "Eu tinha 10 anos quando apresentava um programa de desenhos e clipes em um canal pela internet. Lembro que saímos de férias, no fim de 2007, e quando voltamos no ano seguinte, eu comentei com o meu pai que não queria mais perder meu tempo, que iria parar com essas 'bobeiras' e iria salvar o planeta".

 Mas ela não lembra o porquê desta atitude tão radical. "Não sei dizer. Meu pai conta que, quando tinha cinco anos, eu vi na televisão uma reportagem sobre o aquecimento global. Vi algumas imagens e comecei a chorar. Acho que isso ficou no meu subconsciente", conta.

Unicamp promove oficina de redação para estudantes

CAMPINAS - A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) vai promover uma oficina de redação para os estudantes que vão prestar o vestibular da Universidade Estadual de Campinas. As inscrições podem ser feitas até hoje, às 17h, pelo site da Comvest. A oficina "A Redação no Vestibular Unicamp" vai abordar as características da prova aplicada pela universidade. As 340 vagas são destinadas a profissionais e alunos da área da linguagem - professores de redação, estudantes de graduação e de pós-graduação do curso de Letras e relacionados. É cobrada taxa de R$ 40 para alunos e professores de escolas da rede pública, e de R$ 80 para professores de escolas particulares.

Fonte: DCI 

Práticas sustentáveis nas escolas

Com o tema “Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis”, a IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) tem o objetivo de fortalecer a cidadania ambiental nas escolas e comunidades, promover espaços educadores sustentáveis e apresentar propostas para políticas públicas, por meio de uma educação crítica, participativa, democrática e transformadora. O debate nas escolas já iniciou e segue até 31 de agosto. A etapa nacional da conferência acontecerá de 25 a 29 de novembro, em Brasília.

Promovido pelo Ministério da Educação (MEC), em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a IV CNIJMA é destinada ao público das escolas do Ensino Fundamental, públicas e privadas, urbanas e rurais, da rede estadual ou municipal. Também das escolas de comunidades indígenas, quilombolas e de assentamento rural.

A IV Conferência Nacional Infantojuvenil trabalhará a temática de escolas sustentáveis a partir dos projetos de ação selecionados na etapa estadual, utilizando metodologias participativas, por meio de encontros e diálogos. Após as conferências nas escolas, realizadas até 31 de agosto, acontecerá a fase municipal ou regional, que tem prazo até 6 de outubro. Depois ocorre a fase estadual, que é obrigatória, até 25 de outubro, culminando na etapa nacional, de 25 a 29 de novembro.

Matemática e Ciências no país são piores do que na Etiópia

Relatório do Fórum Econômico Mundial coloca sistema educacional brasileiro na 116ª posição entre 144 nações avaliadas.

Brasil está na 132ª posição em ranking que mede qualidade dos ensinos de ciências e matemática

Um relatório do Fórum Econômico Mundial, publicado na quarta-feira, aponta o Brasil como um dos piores países do mundo nos ensinos de matemática e ciências. Entre 144 nações avaliadas, o país aparece na 132ª posição, atrás de Venezuela, Colômbia, Camboja e Etiópia. Outro dado alarmante é a situação do sistema educacional, que alcança o 116º lugar no ranking - atrás de Etiópia, Gana, Índia e Cazaquistão. Os dois indicadores regrediram em relação à edição 2012 do relatório, em que estavam nas 127ª e 115ª posições, respectivamente.

O estudo indica como uma das consequências do ensino deficiente a dificuldade do país para se adaptar ao mundo digital, apesar dos investimentos públicos em infraestrutura e de um certo dinamismo do setor privado. "A qualidade do sistema educacional, aparentemente, não garante às pessoas as habilidades necessárias para uma economia em rápida mudança", diz o levantamento.

Ferramenta auxilia a identificar revistas para publicação de artigos

01/04/2013

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – A escolha de um periódico para publicar um trabalho representa a maior dificuldade enfrentada hoje por pesquisadores da China – país que registra uma das maiores taxas de crescimento de produção científica no mundo – durante o processo de preparação de artigos científicos.

A constatação é de uma pesquisa realizada com 333 cientistas chineses que publicam regularmente pela Edanz Group – consultoria que auxilia pesquisadores de países não falantes de língua inglesa a obter a aceitação de publicação de seus textos em revistas internacionais.

Ao serem questionados sobre qual o principal obstáculo que identificam durante a redação de um artigo científico para publicação, 118 pesquisadores chineses responderam que era escolher uma revista científica.

Outros 70 participantes da pesquisa afirmaram ter dificuldade de expressar claramente suas ideias em inglês – a língua “oficial” da ciência. Já 73 pesquisadores chineses indicaram ter problemas para compreender a orientação do periódico para os autores. E 63 disseram ter dificuldade para formatar seus artigos de acordo com as diretrizes para os autores.