Revista Êxito na Educação

Design Thinking leva inovação para as salas de aula

Professores buscam alterar modelo mental para lidar com nova geração de alunos, que quer autonomia e participação ativa no aprendizado. Docente passa a cumprir papel de facilitador

Professores do mundo inteiro se questionam diariamente sobre as formas de redesenharem suas aulas para melhor atenderem às necessidades dos alunos. Competir com os dispositivos móveis e games superinterativos pela atenção das gerações atuais é muitas vezes encarada como missão impossível. Ou quase. Uma turma de docentes já veem a luz de algumas ideias promissoras no fim do túnel. Como ferramenta para acender a lâmpada da criatividade e da inovação usam a metodologia do Design Thinking – já apresentada na reportagem do Mundo do Marketing O que você precisa saber sobre design thinking, um caminho para inovar.

 

O desafio parece desleal, principalmente, para professores que continuam encarando o quadro negro como a principal mídia para passagem da informação. Os jovens da era digital já não conseguem ficar concentrados durante muito tempo nesse modelo tradicional e precisam menos de um detentor do conhecimento e mais de alguém que atue como um facilitador nas descobertas e na busca por dados – hoje ao alcance de um dedilhar no teclado de um laptop ou tablet. Os alunos de hoje não aceitam o papel passivo de antes e querem autonomia.

Até bem pouco tempo atrás, essas características poderiam servir para qualificar os estudantes por mau-comportamento, mas, enfim, surgiram professores e instituições de ensino que passaram a se questionar se o problema não estaria com eles. “Comecei a me perguntar como fazer as aulas mais atrativas para que os alunos não ficassem tão entediados. Parti para uma solução mais lúdica e interativa”, conta Hong Yuh Ching, Professor e Coordenador da Graduação em Administração do Centro Universitário da FEI, em entrevista ao Mundo do Marketing.